segunda-feira, 20 de julho de 2015

Morto, vivo

Escrever é a minha heroína, a minha morfina e os meus psicotrópicos.

Já há alguns anos que me mudei para o subsolo, conheci os meus vizinhos novos e emocionei-me quando ouvi as suas histórias.
Acho que quando todos os rios, lagos e oceanos secarem, eu tenho como sobreviver, (é por isso que tenho poupado as lágrimas)
e aí, ai aí, aí eu serei egoísta, todos irão mendigar por um copo que seja, e eu irei negar, e se for preciso até desperdiçar montes deles nas suas caras.
Pois, fizeram com que dentro de mim se desenvolvesse uma besta insaciável... já me comeu o coração, o cérebro e todos os amores que eu tive ao longo da vida...
E agora? Agora está faminta... Por isso, o melhor é permanecer num vazio para que ela não tenha nada do que se alimentar,
a não ser de esperança, esperança de que algum dia volte a ter algo para saborear.


Resumindo, estou morto.

Já não preciso de um psicólogo, ou psiquiatra, as próprias pessoas tentam fazer-me um diagnóstico, e, até acho, que inconscientemente estes textos são um pedido de ajuda.

Sem comentários:

Enviar um comentário