Poemas lançados ao Vento.
Poesia Rasca
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
terça-feira, 28 de julho de 2015
segunda-feira, 27 de julho de 2015
sexta-feira, 24 de julho de 2015
O novo nascer do sol
Hoje levantei a cabeça, como se tivesse levado um uppercut e
deixei de admirar a calçada, mas, há sempre um "mas", e nunca haverá excepção.
Tornei-me um fotógrafo, fiz da minha visão a câmera mais
sofisticada, com duas lentes bem pixelizadas, zoom de longo alcance, e, num
abrir e fechar de olhos regista simultaneamente 1001 imagens
aleatórias, mas dentro de um padrão, no meu álbum já antigo e
semi-degradado. O mesmo se passa com a minha audição, um gravador daqueles
velhos, que já não existe à venda no mercado, mas que eu fui trabalhando e
desenvolvendo o seu funcionamento e, hoje, depois de captadas as vozes, excluí
automaticamente todas as que não fizerem parte do assunto seleccionado, as
restantes são gravadas nesta infinita cassete, umas no lado B(om), e
outras no lado o A(ssustador).
Sou um espectador, um analista, até de mim o sou, avalio os
meus passos para que caso me agradem, segui-los e, como desconfiado que
sou, apagá-los para não ser (per)seguido.
Só que não adianta, vocês lêem-me o pensamento, e, por isso mesmo
eu tenho-o escrito com muitos erros para que seja difícil de decifrar. (Eu
sei o que vocês pensam, e sei que vocês PENSAM que sabem o que eu penso.)
Para mim o Mundo tornou-se uma máquina de escrever, enquanto
caminho, em cada passo que dou, solto uma letra e, quando chego ao meu destino
já tenho mais uma frase feita, apesar de muitas vezes nem me aperceber das
bacoradas que escrevo.
...
Ontem comprei um despertador novo, um daqueles engraçados, com o
formato de um esqueleto, coberto por um manto preto e com uma foice na mão, e
então hoje acordei para a vida, (sem reclamar.)
Saí de casa, observei o horizonte e… estava lá algo em que eu
nunca tinha reparado, pois nós "só vemos aquilo que a nossa mente está preparada para compreender."
Acho que aquela bola com riscos está mais, como é que eu hei de dizer, está mais centrada no papel onde desenho, já não a encosto a um canto, e acho que tem também uns 6 ou 9 riscos a mais.
Sinto que o hoje, já não é ontem, e que o amanhã está para vir.
terça-feira, 21 de julho de 2015
Mais do que isso
Escrever dá-me tanto prazer, julgo que a minha caneta tem ejaculação precoce.
Rápido a tinta sai, sei que não controlo aquilo que escrevo, mas não me importo,
noto que o prazer é mútuo, as palavras agradecem-me por eu ser alguém que as torne
mais do que isso.
Rápido a tinta sai, sei que não controlo aquilo que escrevo, mas não me importo,
noto que o prazer é mútuo, as palavras agradecem-me por eu ser alguém que as torne
mais do que isso.
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